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Nova delação confirma: Mineirinho levou 63 milhões na construção da cidade administrativa

Atualizado:  sábado, 23 setembro 2017

Em delação premiada,  Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, confirmou em seu acordo de delação premiada com a Lava Jato que se reuniu com Aécio, quando este era governador de Minas, para organizar  um esquema de fraude em licitação na obra de construção da Cidade Administrativa para favorecer grandes empreiteiras. A obra, antes orçada em R$ 500 mi, acabou saindo por R$ 2,1 bilhões. Empreiteiras teriam repassado cerca de 3% em propinas para Aécio Neves, o equivalente a R$ 63 milhões de reais. Além de Benedicto Júnior, o superintendente da Odebrecht em Minas Gerais, Sergio Neves, também confirmou a fraude.

Benedicto Júnior informou aos procuradores que, após o acerto, Aécio Neves pediu que as construtoras que procurassem Oswaldo Borges da Costa Filho, conhecido como Oswaldinho. No depoimento,  disse que o percentual de propina que seria repassado ficara entre 2,5% e 3% sobre o total dos contratos. 

Oswaldinho é homem de confiança do senador Aécio Neves que  já é conhecido nas planilhas de propina como “mineirinho”.  Oswaldinho também é colaborador das campanhas do “mineirinho”, atuando como tesoureiro informal. Complementando seu depoimento, o ex-executivo da Odebrecht afirmou que o próprio Aécio Neves decidiu quais empresas participariam da licitação para a obra para construir a cidade administrativa na capital mineira.

 

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